PEDRO GRAMAXO

PEDRO GRAMAXO is a multidisciplinary contemporary artist who situates his practice in the context of constructive art, installation and photography, analyzing and deepening the relationship between human beings and space, time, memory and the different states of perception.


*


How would you describe your practice? I tend to believe that concepts/terms such as "Land-based," "self-aware," "contrivance," and others derived from the domains of altered perceptions and constructive artificial developments are the most compatible with my practice. In media such as installation, photography, video, and drawing, the complementation of material narratives and investigations with immaterial ones grows to explore the permanence of artificial development in natural contexts.

How do you define your work process? I can characterize my process as "architectural" because of its genesis of technical-conceptual development, its scale, and sociocultural dynamics. For me, the procedural explanation must be a constructive act, adding all inherent elements and contexts (spatial, temporal, perceptive). Among the various phases, drawing, painting, cutting, 2D and 3D technical drawing, and samples are the tools I use most.

How do visual arts, architecture and gastronomy intersect in your work?  Considering them as artistic manifestations, it is interesting to think (again) about their approach when constructing processes and experiences. Physical bodily expertise is essential in all its complexities when I explore perceptual deviations and other phenomenological issues. Thus, "site-based" and "Land-based" combine many specific elements that can define a work. Working on the landscape means working on its resources and combining visual, architectural, and gastronomic constructive gestures. The poetics also crosses its reverse side, working the timelines of a 2-minute gastronomic project to a 2-year installation project and the spatial conception of 2 mm of seed to 20 m of cement and gravel.

What references appear over time in your works? I mix everything. Sometimes, it's hard to understand what takes root. Since the Social Modernism of the second half of the 20th century, XX, to Mono-ha, Francis Mallmann, and 1200 Mics, it has been the discovery of new cultures, new construction techniques, technologies, cinema, music, gastronomy, and all its satellites.

Finally, what are you currently working on? I am currently "dissecting" the various tectonic layers of my work and their respective artificialities, rethinking scale and manual work. I would like to create more significant works and a more intricate relationship between art and architecture.

 
 
 
 

PEDRO GRAMAXO é um artista contemporâneo multidisciplinar que situa a sua prática no contexto da arte construtiva, instalação e fotografia, analisando e aprofundando a relação do ser humano com o espaço, o tempo, a memória e os vários estados de percepção.


*

Como descreverias a tua prática?  Tendo a crer que os conceitos/termos como “Land-based”, “self-aware”, “contrivance” e demais derivantes dos domínios das perceções alteradas e desenvolvimentos artificiais construtivos sejam os mais compatíveis com a minha prática. A complementação de narrativas e investigações materiais com imateriais crescem em media como a instalação, fotografia, vídeo e desenho para explorar a permanência do desenvolvimento artificial em contextos naturais.

Como caracterizas o teu processo de trabalho? Posso caracterizar o meu processo como “arquitetónico”, tanto pela sua génese de desenvolvimento técnico-conceptual como pela sua escala e dinâmicas socioculturais. Para mim, a explanação processual, deve ser um ato construtivo. Agregando todos os elementos inerentes e contextos (espaciais, temporais, percetivos). De entre variadas fases, o desenho, a pintura, o recorte, o desenho técnico 2D e 3D, e as amostras são as ferramentas que mais utilizo.

De que forma se cruzam as artes visuais, arquitectura e gastronomia no teu trabalho? Considerando-as como manifestações artísticas, é interessante pensar (novamente) na sua aproximação aquando da construção de processo e experiência. Quando exploro desvios percetivos e demais questões fenomenológicas, a experiência física corporal é essencial em todas as suas complexidades, assim, o “site-based” e o “Land-based” reúnem um grande número de elementos específicos que podem definir uma obra. Trabalhar a paisagem, é trabalhar os seus recursos, e cruzar gestos construtivos visuais, arquitetónicos, gastronómicos. A poética também atravessa o seu avesso, trabalhando as linhas temporais de um projeto gastronómico de 2 min a um projeto de instalação de 2 anos, e a conceção espacial de 2 mm de semente a 20 m de cimento e brita.

Quais as referências que vão aparecendo ao longo dos tempos nas tuas obras?  Bebo de tudo. Por vezes difícil perceber o que cria raízes. Desde o Social Modernismo da segunda metade do séc. XX, ao Mono-ha, Francis Mallmann e 1200 Mics. Essencialmente a descoberta de novas culturas, novas técnicas construtivas, tecnologias, cinema, música, e claro... a gastronomia e todos os seus satélites.

Por último, em que estás a trabalhar atualmente? Estou neste momento a “dissecar” as várias camadas tectónicas do meu trabalho e respetivas artificialidades, repensar a escala e a manualidade. Gostava de conseguir concretizar obras de maior dimensão e uma relação mais intricada entre arte e arquitetura.

Próximo
Próximo

LUÍSA SERÔDIO